Pólen
2015
~
Não morreu, ficou no vento,
sussurrando histórias antigas,
na brisa que toca o tempo,
nas marcas fundas da vida.
Não morreu, ficou no olhar
que atravessa a noite escura,
no abraço que era abrigo,
na lembrança que perdura.
Não morreu… e nunca há de ir,
pois quem é alma e presença
vive além do existir.

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