segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

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Na sala, luz no máximo, alinhadas as matérias pintantes por ordem caótica, meio copo de escócia visquinal, escolhido o alinhamento musical para o início de todas as hostilidades, a saber, e que condizia perfeitamente com o meu estado de espírito, “the fall of the house of Usher” cantado pelo senhor Hammill e escrito pelo senhor Allen Poe. Cobri o sono da cadelita para lhe salvaguardar eventuais pesadelos. Peguei na benzina e benzi-me. Lamela de tintas a postos e ataquei a parede.

A escada abriu-se e subi-lhe acima de meio. Com o rolo, ainda virgem, fiz uma central térmica de luz e fogo. No centro da parede, o rolo dançava em redondo a criar efeitos de queimadas galegas a chispar o inferno. Desci a meio e olhei o efeito. A cadela deu um grande suspiro no intervalo do primeiro acto musical. Desci e mudei um metro da escada. Ia  continuar a dar luz. Era agora o rei da edp. Já sonhava montar uma fábrica de pilhas para famílias obscuras. Esticava o rolo ao tamanho do braço até à esquina dos possíveis. Era o meu criativo vinte e cinco de Abril.

A minha grande liberdade criativa. A grande revolução das minhas tintas. O partido libertário das Trinchas! Pê, El Tê! A grande fuga aos agostinhos. E seus meses moinantes. Desci da escada. Toda ela vibrava. Mai-los seus alumínios. Fiz uma festa no cobertor da cadela e ela suspirou. Olhei a parede. A parede olhou-me a pedir mais. Estava a gostar do amarelo pão-de-ló. Um delícia de Vizela. A escada foi para o outro lado do sol. Sem ninguém lhe tocar. Automatismos criativos. Wiskies de quinze anos. Como é que se escreve o Isque? Bem, num interessa. Fiz laranjas deturpados com magentas velozes e subi a escada do outro lado do sol. Dar que saide ófe de Sol… Pingue Flóide. A cadela suspirou noutro intervalo da música. Estava agora no Herbalist. O monstro que me alumiaba o rolar do rolo surgiu, denso e turbo, a olhar-me de esguêlha. Tinha de parar com o desgaste das cores quentes… O desenho era do Spine...

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