Os sinos, pela meia-noite, coçaram os badalos. Delim-delom. Delim-delom! Uma tempestade medônha levantou-se do nada. Um grande trovão atravessou a passadeira dos céus. Para evitar a multa. Um regador enferrujado imitava a chuva, som no máximo. Imaginem o ambiente. Um mocho dos antigos, bebeu o azeite da Torre do Tombo, azeite passado do prazo, vomitou e saiu desta história. Ouviu-se um envelope a rastejar por debaixo da porta. Raspe. Raspe. Não tinha selo. De repente, a luz falhou!
O envelope porém, era fosforescente. Vinha dirigido ao autor. Com um código secreto. O autor, a jogar pelo seguro, pegou no spray de gás-mostarda e empunhou a Salsicha! Uma mijadela nos ólhos e a coisa resolve-se!! Ná, num vou escrever esta merda!!
Deixa tar. Deixa assim. Pode dar bónus… O que será que eles querem… Abriu o envelope e leu a mensagem. Tomou nota mental e tudo se desfez em cinza. Era um código cifrado.
Levantou-se e foi roer duas rodelas de limão embrulhadas em bagaço. A mensagem dizia que o melro com vinte e cinco dias já engolia uma ginja!! Aguarde o próximo contacto! Puff, mensagem queimada.
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