sexta-feira, 12 de julho de 2024

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Há uma nova pausa. Uma nova reunião. A flor desabrocha. O subsídio europeu para os sem-abrigo das palavras está a ser estudado. Agora tenho de preencher um formulário com impressões digitais. Querem filtrar os inocentes do sistema.

Querem pilhar os fugitivos da formatagem. As Laurindas que se espalmam na cloaca do  Sistema ditam as leis. Diga um breve resumo da sua vida! - Eu?? Oh, pouco me conheço, raramente me encontro. Gasto o dinheiro todo em adaptações. Mas sim, lembro-me de tar dado mil duzentos e cinquenta e quatro voltas ao Cosmos. Lembro-me da opção de nascer no Porto! Era eu um cupido, atirei uma seta e nasci lá. Lembro-me perfeitamente! (de coisa nenhuma). Também escolhi o ano de 1958 para ajudar o General Humberto Delgado a construir a cadeira par o tomba-Sinistro! Há uma espinha de bacalhau no Natal de toda a gente durante cinquenta anos. Era a Portugalidade dos Equinócios. Tudo cinzento, tudo a preto e branco. Mais perguntas? Lembro-me também da irresistível vontade de comer fruta. Quase sempre acompanhada de Lagosta.

Comecei a comer marisco muito cedo. A melhor sensação do mundo; comer ameixas sentado em cima da árvore. Pior sensação ainda; vir o dono do pomar fazer queixa ao meu pai, e dançar a Lambada perto da meia-noite. Música clássica, era o Barroco tardio. Mais perguntas? Olhem, tenho de preparar um Porto Tónico e preciso do tempo. Posso mandar mais respostas pelo correio. De todo o modo, a escrita vai continuar. Fugi a nadar para o Brasil e nem a meio cheguei. Mandem tubarões ao meu encontro. Faço uma sopinha de barbatana…

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