1982 é assim o ano vulcânico da minha existência.
Só comecei a viver a partir daí. Uma subida empírica que me levou a pairar acima das minhas possibilidades de me entender com a vida.
Mil novecentos e oitenta e dois. Vilar de Mouros e de seguida Paris. Tinha 23 anos e a força arrebatadora de um jovem que vai conquistar o mundo. (!!!!!) Em Vilar de Mouros senti vários momentos de pura adrenalina em estado bruto. Grupos como os U2, os nossos Jáfumega no seu melhor, os Stranglers, os Echo & the Bunnymen, Durutti Column, Renaissance, enfim uma bela colecção de momentos para guardar no gavetáme das minhas melhores memórias.
Uma semana de sonho, com pormenores dignos duma escriturinha à parte. Logo de seguida Paris. Uma mochila quase vazia (uma camisola de malha feita pela minha mãe, uma caixa de aguarelas, um bloco de desenho, dois pincéis, uma escova de dentes, duas toalhas, umas cuecas, peúgas e não me lembro de mais nada!!!). Quinze notas de mil escudos. Quinze pobres e belos contos…

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