a Monção das artes começou...
A Arte tal como a sinto é um produto emotivo da natureza. A natureza fonte de vida, de sensibilidade, de cor, de profundidade, de acção mental, de poder emotivo, etc… palavras de Amadeo de Souza Cardoso, embarcado no cosmos há 102 anos pela pneumónica espanhola, será o nosso “convidado” de honra. Confinados agora a uma confinação confinante, resta-nos a ausência das nossas pessoas e a presença da nossa arte… 5 pessoas na Sala com máscara, 20 pessoas no Jardim… Será porventura a mais surreal das inaugurações; tempos modernos de música congelada e sorrisos escondidos. A cultura só dá nabos, ervas lampeiras e rosmaninho… Nós não podemos, mas fechadas as portas do Museu, os trabalhos poéticos do Circo darão as mãos e tudo dançará no silêncio do vazio.
A arte não usa máscara…
— com Paula Dacosta Ribeiro, César Amorim, Jorge Lima, Martinho Lima, Valérie Fernandes Carreira, Elisa Maria Malheiro Queiroz, Sameiro Sequeira, Giovanni Dondi, Orlando Almeida e Natalia García Estévez.

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